sábado, novembro 1, 2014
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José Genuíno

O Palácio do Planalto avisou ao Ministério da Defesa que o atual assessor especial da pasta e ex-presidente do PT José Genoino terá que pedir demissão do cargo no governo quando terminar o julgamento de sua participação no mensalão, informa Vera Magalhães na coluna Painel desta quarta-feira (10).
Na terça-feira (9), a maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) votou, durante o julgamento do mensalão, pela condenação de Genoino por corrupção ativa
De acordo com a Procuradoria, o ex-presidente petista participou das negociações com os partidos aliados e com os bancos que alimentaram o valerioduto e orientou a distribuição do dinheiro do esquema.

A defesa do ex-presidente do PT afirma que Genoino não lidava com as finanças do partido, apenas com a articulação política. Afirma ainda que ele só assinou os contratos dos empréstimos dos bancos por obrigação formal como presidente da sigla e nega ter orientado a distribuição de recursos do valerioduto.

O esquema de compra de apoio político no Congresso, que ficou conhecido como mensalão, foi revelado pela Folha em 2005, em entrevista do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), dando origem ao principal escândalo do governo Lula e provocando uma CPI no Congresso

Fonte Folha de São Paulo

Noelle Lira

Numa demonstração de que não descarta a hipótese de condenação e até prisão, o ex-presidente do PT José Genoino pediu que sua assessoria jurídica deixasse pronta uma procuração para que sua mulher, Rioco Kayano, pudesse administrar suas contas em caso de detenção.

Assessor especial do Ministério da Defesa, Genoino tem direito a aposentadoria pela Câmara de Deputados. Ele afirmou a aliados que tem que se preparar para a possibilidade de prisão em caso de condenação pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão.

Genoino só não fez a procuração porque foi desaconselhado por seu advogado, Luiz Fernando Pacheco. “Essa procuração não foi feita porque eu disse que, se necessário, haveria um momento certo”, disse o advogado.

O abatimento de Genoino é alvo de preocupação entre petistas, que tentam reanimá-lo. Já durante o julgamento no Supremo, ele passou um dia na casa do ex-ministro José Dirceu, em Vinhedo (SP). Dias antes, foi prestigiado num jantar oferecido pela presidente Dilma Rousseff.

Procurado, Genoino negou a disposição de preparar a procuração, afirmando que, neste momento, se dedica exclusivamente à saúde. “Não é verdade”, disse. “Estou cuidando somente da saúde.”

Fumante, ele será submetido hoje a um cateterismo para desobstrução de uma artéria coronária. Na semana passada, exames detectaram uma alteração.

O ex-presidente do PT responde no STF pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha. Segundo a denúncia, apesar do reduzido patrimônio, ele foi avalista de empréstimos dos bancos Rural e BMG que ajudaram a financiar o mensalão.

Fonte Folha de São Paulo

Noelle Lira

POLÍTICA

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